sexta-feira, 12 de abril de 2013

Agência do Banco do Brasil em Matões é assaltada

Por Abdenaldo Rodrigues/Matões Notícias
Refém foi colocado sobre o capô de um dos veículos de fuga
Na manhã desta sexta-feira (12), por volta das 10h30min, a agência do Banco do Brasil em Matões sofreu um violento assalto.  Seis bandidos fortemente armados fecharam o quarteirão em torno do banco, fazendo vários reféns.

Sob intenso tiroteio, que durou mais de meia hora, tendo como reféns dois gerentes, três vigilantes e vários clientes, os assaltantes destruíram a agência, esvaziando o cofre e os caixas eletrônicos.

Interior da Agência destruída
Durante a ação, a cidade parou; comerciantes fecharam as portas e a população, apreensiva, se escondeu em suas residências e onde fosse possível. A polícia foi orientada pelos bandidos para não interferir. Somente depois que os reféns foram libertados é que começou a perseguição. Helicópteros do GTA e policiais de outros municípios estão rastreando a rota de fuga dos assaltantes na tentativa de capturá-los.


Os assaltantes usaram dois veículos na fuga, uma blaizer e uma L200. Enquanto empreendiam a fuga pelas ruas do centro, iam disparando suas armas para o alto. Em uma das saídas da cidade, na estrada que dá acesso ao campo de aviação, que segue para o povoado Passatempo, a Blaizer estourou um pneu e os bandidos, para não deixarem pistas, atearam fogo no veículo libertando, em seguida, os reféns.

Blaizer, placa LWB 6224 de Teresina, incendiada na fuga

Esta é a segunda vez que a agência do Banco do Brasil em Matões é assaltada. A primeira vez havia sido em fevereiro de 1997, quando numa ação parecida renderam funcionários e seguranças do banco levando todo o dinheiro encontrado.

NOTA ATUALIZADA:
No início da noite, chegou a notícia de que o bando pôs fogo na L200 em um povoado depois do Passatempo. Mais de setenta policiais, envolvendo as polícias, Militar, Civil e Rodoviária Federal, estão em uma grande operação, nas principais estradas da região onde os assaltantes podem está escondidos.

8 comentários:

FÁBIO SLZ disse...

Foi-se o tempo em que Matões era apenas uma pequena e pacata cidade do interior do Maranhão, onde a gente podia, sem nada temer, dormir com as portas abertas e acordar com todas as coisas no lugar. Foi-se esse tempo...

Anônimo disse...

Também a governadora deixa só 4 policiais numa população de 32 mil habitantes e desses 4 só dois trabalham.Louredo

Anônimo disse...

Nesse assalto os bandidos humilharam os clientes, os funcionários teve uma mulher que levou um susto que teve o bebê na estrada, enquanto isso os bandidos pousando de valentão e levando o dinheiro do banco.Mano

Alcebíades Kemps disse...

“Se buscas a segurança antes da felicidade, a segunda será o preço que terás que pagar pela primeira...”Ao analisar as fotografias desta reportagem, percebe-se que além de ser um ato de constrangimento físico e moral, é um ato de violência ; é um ato de selvageria que sempre vem acontecendo com o povo de Matões. Daqui em breve, ao andar pelas ruas, ninguém mais confia em ninguém, todos ao se aproximar de qualquer pessoa já ficam sempre achando que irão ser assaltados ou coisa pior. As vítimas tendem a ser aqueles que mais precisam de proteção: os pobres urbanos e rurais, os negros, os jovens e também aqueles que trabalham em prol da assistência social. Em muitas cidades do Brasil já emergiram forças que passaram a explorar a desintegração social do ambiente urbano, para impor formas próprias de regulação social. As brechas cada vez maiores entre riqueza e pobreza, juntamente com as atividades do crime organizado e a disponibilidade de armas, criaram uma mistura explosiva, em que se deu a escalada da violência social brasileira por meio de assaltos a bancos , roubos e furtos. Mas, embora a história e os padrões sociais nos ajudem a entender os problemas dos direitos humanos no Brasil, não basta para explicar a impunidade de que desfruta um número excessivamente grande de violadores desses direitos. O povo maranhense tem o direito de viver sem medo do crime. Mas também tem o direito de viver sem medo da polícia e das leis injustas impostas pelo poder centralizador do estado.

Eduardo Loiola disse...

Professor ontem a noite foi longa para inúmeras famílias de Matões que presenciaram o assalto ao banco do Brasil daquela pacata cidade. O sentimento é de pânico, impotência e fragilidade. E essa é a realidade de Matões no tocante a segurança pública. O efetivo policial é ínfimo para inibir quaisquer ofensiva criminosa. Quatro policiais por dia para "resolver" problemas de quase 34 mil habitantes, é humanamente impossível qualquer resultado satisfatório. Contam ainda com as falhas estruturais(ausência de gasolina, armamento adequado, viaturas, efetivo reduzido, baixos salários), e a negligência do Estado. Enquanto isso, nossa governadora se aposenta pelo Senado com os míseros 22 mil reais e mais 15 mil da aposentadoria vitalícia adquirida como governadora. Assim, certo da impunidade e da leniência do Estado, a bandidagem tripudia de tudo e de todos.

Anônimo disse...

Assaltaram ontem Matões e hoje Fortuna, enquanto isso a governadora ta passeando nos Estados Unidos. O povo ta refém dos bandidos. Julio

ezaquiel dos santos cunha disse...

ta na hora do poder publico invertir mas em segurança porque matoes e parnarama a segurança e zero

Angelo Melo disse...

Essa tambem é uma oportunidade de alguem, seja quem for o poder de resolver isso, rever a agencia do banco do brasil de Matoes... que com esse acontecimento ruim, veja a agencia e que reconheçam que a mesma não pode mais continuar no mesmo lugar. Um Local maior e que possa atender a população melhor! Claro, com mais seguranças, cameras e obstaculos para inibir ações de bandidos...

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